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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Guia Politicamente Incorreto da Filosofia - Luiz Felipe Pondé


LIVRO - Guia Politicamente Incorreto da Filosofia




Título: Guia Politicamente Incorreto da Filosofia
Número de Páginas: 224
Autor: Pondé, Luiz Felipe
Editora: Leya Brasil


AVISO: Esta resenha contém SPOILER em seus últimos parágrafos, pare de ler a resenha na linha demarcada caso não tenha lido o livro ou siga por sua conta e risco =D


      “O Guia Politicamente Incorreto da Filosofia” parece ser mais um livro da excelente coleção do “Guia Politicamente Incorreto” que aborda alguns erros e equívocos que a maioria das pessoas possui sobre a história do Brasil, da América Latina, do Futebol e do Mundo. Mas logo nas primeiras páginas, Luiz Felipe Pondé - filósofo doutor em Filosofia Moderna pela USP e pós-doutor pela Universidade de Tel Aviv em Israel, professor da PUC-SP e FAAP - consegue quebrar nosso paradigma. Neste livro, Pondé aborda conceitos sobre a “praga PC (Politicamente Correto)”, com uma escrita fluida e irônica, o autor nos faz rir ao mesmo tempo em que faz duras críticas ao Politicamente Correto, imposta por nossa sociedade moderna, invocando para isso autores tão diversificados como: William Shakespeare, Nicolau Maquiavel, Friedrich Nietzsche, Nelson Rodrigues, Charles Darwin, entre outros, para desconstruir as ilusões criadas pela praga PC. Pondé apresenta por vezes sua versão lúgubre e melancolia da humanidade e de seu futuro “medíocre”.

      Ao abrirmos o livro já deparamos com algumas frases de efeito escritas em uma das abas, provocando o leitor com frases como: “Os homens não são iguais - os poucos melhores carregaram a humanidade nas costas”, “Daqui a uns séculos vão ver nossa época como a época da histeria feminina sem limites” e “Somos basicamente covardes porque a vida é basicamente infeliz”. Seguindo com o livro, depois de um breve texto de Theodore Dalrymple o autor nos lança ao mesmo uma frase impactante e fantástica: “Respeite a natureza, mas não há garantias de que ela o respeitará de volta” - Propaganda da grife de roupa Islandesa 66° North.

     O livro é dividido em pequenos ensaios divididos por temas como feministas, religiosos fanáticos, defensores da natureza, pessoas da classe média e da elite, negros, gays e índios. Um livro simplesmente fantástico, apresentando uma leitura rápida, fluída e de tirar o fôlego, com cada ensaio sendo um “tapa na cara” dos defensores e amantes do politicamente correto.


------ INÍCIO DO SPOILER ------

      Alguns capítulos que segundo a minha opinião merecem destaque são: Viajar jamais, A tragédia do Keeper (“O bom partido”) e Leitor.

      No capítulo “Viajar jamais” Pondé discursa sobre o desejo crescente da classe média viajar pelo mundo “querendo conhecer o mundo, os museus, os aeroportos e sentir frisson porque irá a Paris”. Segundo sua concepção, “O mundo virou um churrasco na laje” onde milhares de turistas invadem as catedrais e museus ao redor do mundo com suas máquinas fotográficas e fotos digitais. O autor discorre também que no futuro será mais chique ver filmes em casas do que viajar para o exterior e que apenas pessoas pobres de espírito viajarão, já que a “elite” viajará apenas para suas propriedades particulares.

     No capítulo “A tragédia do Keeper (“O bom partido”)” o autor aborda o tema feminismo, citando para isso uma polêmica e espetacular frase da antifeminista Phyllis Schafler, “as feministas só conheceram na vida homens ruins, por isso falam o que falam dos homens”. Com seu humor ácido, o ensaio cita um dos motivos para uma mulher se tornar feminista (segundo o autor) e a emancipação da mulher no mundo atual.

     E no capítulo “Leitor” o autor fala sobre os chamados “receptores de mídia”, pessoas que estão acostumadas a tomar como verdades absolutas tudo que as mídias televisivas, escritas e rádios televisivas dizem. Para pontuar este ensaio, Pondé cita que ainda existem pessoas que acreditam na teoria ABSURDA de que os homens nunca pisaram na lua e isso não passa de uma propagando de marketing dos EUA. São pessoas que não tem capacidade nenhuma de formar suas próprias opiniões, tomando como verdade qualquer lixo que as mídias vomitam sobre nós diariamente. E para completar, essas pessoas ainda possuem a audácia de se acharem os “senhores da razão”.     

------ FIM DO SPOILER ------

      Livro recomendadíssimos para todos os admiradores deste grande filósofo brasileiro e, maiormente, para todos os politicamente corretos do mundo. 


Resenha escrita por Guilherme

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