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quarta-feira, 4 de março de 2015

Cidades de Papel - John Green

LIVRO – CIDADES DE PAPEL


Título: Cidades de Papel
Título Original: Paper Towns
Número de Páginas: 366
Autor: John Green
Editora: Intrínseca

ISSO SEMPRE ME PARECEU TÃO RIDÍCULO, QUE AS PESSOAS PUDESSEM QUERER FICAR COM ALGUÉM SÓ POR CAUSA DA BELEZA. É COMO ESCOLHER O CEREAL DE MANHÃ PELA COR, E NÃO PELO SABOR.

      Como em todos os livros de John Green, sempre temos um estilo de metáfora escondida por trás de seu tema, cabe ao leitor descobrir decifrá-la e tirar suas próprias conclusões. Em Cidades de Papel temos a história de Quentin Jacobsen ou mais conhecido como Q, que nutre uma paixão platônica por sua vizinha, Margo Roth Spiegelman. Só que por algum motivo, no dia 5 de maio, Margo invade o quarto de Q, com a cara pintada e vestida de ninja, dizendo que estava em uma missão de vingança. Como qualquer garoto apaixonado, logo aceitou. Depois que a noite de vingança termina e um novo dia começa, Q vai para a escola e descobre que Margo sumiu, tornando-se um verdadeiro mistério. Quando o garoto encontra algumas pistas que podem levar até ela, começa a perceber que a garota pela qual é apaixonado é muito mais diferente do que ele pensava.

A CIDADE ERA DE PAPEL, MAS AS MEMÓRIAS, NÃO. TODAS AS COISAS QUE TINHA FEITO ALI, TODO O AMOR, A PENA, A COMPAIXÃO, A VIOLÊNCIA E O DESPREZO ESTAVAM AFLORANDO EM MIM.

      Com uma adaptação marcada para junho desse ano, Cidades de Papel é uma história metafórica atual, marcada pela incrível escrita jovial de Green. Antes mesmo do seu maior sucesso, A Culpa é das Estrelas, ele escreve de maneira intensa, cheia de gírias, com uma linguagem que aproxima qualquer jovem.


      Os dois pontos positivos principais para a história, são os protagonistas carismáticos e cheios de personalidade. Tanto Quentin, quanto Margo tem as suas características bem definidas. Dividido em três partes, OS FIOS, A RELVA e O NAVIO, o livro escorre de maneira fácil deixando o leitor intrigado com o sumiço de Margo. Há cada nova pista que o protagonista vai descobrindo, mais o mistério vai nos intrigando.

      O maior acerto, é o fato dos jovens de nossa sociedade atual poderem ter vários tipos de figuras de linguagem em apenas um texto. Inteligente, com personagens secundários divertidos, um livro cheio de mil facetas.

      Porém, em suas últimas cinquentas páginas não conseguimos definir um final. Green peca por não dar estabelecer um fim digno para todos os seus personagens. Muitos leitores irão ficar pensando neste final o dia inteiro. Um livro realmente diferente de todos atualmente.


 Resenha escrita por Bruno

4 comentários:

  1. Estou com O Teorema Katherine para ler e confesso que não tenho muita vontade.
    Não gosto da escrita dele e nem das histórias, então vou deixando deixando.. :(

    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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  2. Olá!
    Olha, eu sou um cara muito crítico e admito que tem alguns livros do Green que são bem chatos. Acho que Cidades de Papel é o melhor que ele já escreveu, mais interessante.

    Abraços.

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  3. Olá, tudo bom?
    Vejo muita gente reclamando do final deste livro, por isso tenho bastante receio de lê-lo. O único livro do Green que eu li foi ACEDE, e não me agradou. Porem pretendo dar-lhe outra chance, mas acho arriscado ler este livro kkkk
    Um abraço
    Oficina do Leitor / Facebook

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  4. Olá, Daniel!
    O final do livro incomoda, mas sinto que não estraga a magia que todos os personagens tem.

    Abraços;

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