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terça-feira, 3 de março de 2015

Notas Autobiográficas - Albert Einstein

LIVRO - Notas Autobiográficas


Título: Notas Autobiográficas
Título Original: Autobiographisches
Número de Páginas: 88
Autor: Einstein, Albert
Editora: Nova Fronteira

      Este livro é uma verdadeira relíquia para os estudiosos de Albert Einstein Notas Autobiográficas é o único livro escrito pelo próprio cientista Albert Einstein com relatos de seus pensamentos e teorias. Não é um livro recomendado para leigos, apesar de o livro começar com pensamentos do próprio cientista, ele utiliza uma linguagem mais rebuscada para discorrer sobre si mesmo. E também apesar de ser um livro curto, o cientista passa menos de 20 páginas falando de si, dedicando todas as demais para suas teorias e pensamentos científicos. Não é uma leitura fácil, mesmo uma pessoa com conhecidos básicos ou medianos em matemática vão ter dificuldade para seguir a linha de raciocínio de Einstein.
      Mesmo sendo mais voltado para seus pensamentos científicos, Einstein diz várias coisas interessantes nas suas primeiras páginas, como por exemplo: como ele parou de acreditar em Deus, seu primeiro contato com livros de Geometria (apresentado pelo seu tio) aos 12 anos de idade, seus estudos de Cálculo Diferencial e Integral (os quais Einstein aprendeu entre seus 12 e 16 anos, quando muitos alunos de graduação têm dificuldades em compreender esta matéria nos dois ou três primeiros anos de um curso de Exatas!) e alguns outros pensamentos. Vou relatar a seguir o pensamento que mais me chamou atenção.
      O problema era que, como estudantes, éramos obrigados a acumular essas noções em nossas mentes para os exames. Esse tipo de coerção tinha (para mim) um efeito frustrante. Depois de ter passado nos exames finais, passei um ano inteiro durante o qual qualquer consideração sobre problemas científicos me era extremamente desagradável. Porém, devo dizer que na Suíça essa coerção era bem mais branda do que em outros países, onde a verdadeira criação científica é completamente sufocada. Fazíamos apenas dois exames; durante o resto do tempo podíamos nos dedicar ao que bem entendêssemos. Isso se dava especialmente quando se tinha um amigo, como era o meu caso, que assistia às aulas regularmente e anotava a matéria. Assim eu ficava livre para qualquer atividade, até alguns meses antes do exame, uma liberdade que aproveitei ao máximo, assumindo alegremente o pesa na consciência como o menor entre dois males. Na verdade, é quase um milagre que os métodos modernos de instrução não tenham exterminado completamente a sagrada sede de saber, pois essa planta frágil da curiosidade científica necessita, além de estímulo, especialmente de liberdade; sem ela, fenece e morre. É um erro supor que a satisfação de observar e pesquisar pode ser promovida por meio da coerção e da noção do dever. Muito ao contrário, acredito que seria possível eliminar por completo a voracidade de um animal predatório obrigando-o, à força, a se alimentar continuamente, mesmo quando não tem fome, especialmente se o alimento usado para a coerção for escolhido para isso
      Como podemos ver, Einstein fala neste trecho sobre a obrigatoriedade que as faculdades e universidades impõem aos seus alunos, sufocando o verdadeiro processo criativo e científico delas. Como eu disse em outra resenha, Einstein tinha uma mente brilhante muito a frente do seu tempo, com ideias tão inovadoras e profundas que só agora nós começamos a discutir e questionar. Um exemplo claro é uma faculdade, onde grande parte das instituições de ensino se preocupam mais com a quantidade de alunos formados do que com a qualidade do conteúdo absorvido e a quantidade de trabalhos científicos realizados pelos alunos (trabalhos científicos e de iniciação que por sinal é muito difícil se observar em uma faculdade privada).
      Um livro recomendado para graduandos, mestres e doutores em Matemática, Física ou Astronomia. Para os demais, pode se aproveitar apenas a leitura de algumas poucas páginas.

  Os grandes espíritos sempre encontraram violenta oposição das mentes medíocres - Albert Einstein


 Resenha escrita por Guilherme

4 comentários:

  1. Oi, tudo joia?
    Ótima resenha, não cheguei a ler esse livro, digamos que é o tipo de leitura que não costumo fazer;

    Beijos
    http://intoxicadosporlivros.blogspot.com.br/

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    1. É uma leitura bem técnica mesmo, mas para quem gosta do assunto é muito legal.

      Bjs,

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  2. Oi!!
    Vim agradecer a visita e dizer que amei o blog. Sou uma leitora assumida. Adoro ler e compartilhar aquilo que li. Parabéns por este cantinho tão maravilhoso. Um beijo e sucesso

    http://juliana-editions.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Muito Obrigado! Volte mais vezes para comentar e ler as novas postagens que será muito bem vinda!

      Abraços,

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